Por muitos anos a América do Sul desfrutou de usual vantagem geopolítica, a indiferença do Estados Unidos, outrora focado no leste europeu e no oriente médio, permitiu aos países da região aumentar a integração entre si, bem como comercializar no mundo como fosse mais vantajoso. Ao longo da última década a China foi mais competitiva e ganhou cada vez mais espaço, atualmente seis países da América do Sul tem mais comércio com a gigante asiática do que com os Estados Unidos: Brasil, Chile, Peru, Argentina, Uruguai e Venezuela. As trocas comerciais aumentaram o interesse chines por investimento, a influência antes meramente comercial passou a se converter em investimentos diretos em infraestrutura em diversos países da região: um mega porto no Peru no valor de 3,5 bilhões de dólares, projetos de infraestrutura espacial e mineração no Brasil ou a modernização de linhas férreas na Argentina como exemplos. A perda do monopólio da influência em uma região que o Estados Unidos consideram seu p...
Um sucesso absoluto e um peso morto no calendário, a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes expõe divergência entre a elite do futebol e os demais países do mundo, embora a FIFA tenha recheado o torneio com gordas premiações, algumas vozes dissonantes ao torneio fizeram barulho no velho continente. Para os times sul-americanos não há duvidas, é a principal competição da temporada. Sua premiação, mesmo que em patamar menor se comparado aos times da UEFA, já provoca distorções nos faturamentos dos clubes brasileiros. Palmeiras, Botafogo, Fluminense e Flamengo já estão entre os que mais vão faturar no ano, independente dos demais títulos. Além do financeiro, o mérito esportivo em uma equipe sul-americana ganhar da contra parte europeia é praticamente um divisor de águas. Conquistar o mundo após conquistar a América. Isso dá dividendos eternos a seus torcedores em disputadas contra seus rivais nas diversas mesas de bares país adentro. Outras regiões também utilizam da copa para se...